Processo de Testes: Análise

Continuando as postagens sobre as diferentes fases do processo de testes, falaremos um pouco sobre a fase de análise. Durante a análise dos testes, a base de teste é analisada para que recursos testáveis sejam identificados e as condições de teste associadas sejam definidas. A análise dos testes determinam o que de fato testar seguindo os critérios de cobertura mensuráveis. Após a fase de análise, o profissional de testes deve ter mensurado quais as condições de teste definidas e priorizadas, de modo que cada uma das condições seja rastreável na base de teste. Em testes exploratórios, a análise pode gerar com a criação de charters (cartas de teste). A análise também pode descobrir e relatar defeitos na própria base de testes.

Analisar a base de testes significa perceber se a base está apropriada ao nível de teste empregado, por exemplo, seguindo a especificação de requisitos. Requisitos de negócios, requisitos do sistema, requisitos funcionais, estórias de usuários ou casos de uso são produtos de trabalho que especificam o componente funcional ou não funcional planejado, ou o próprio comportamento do sistema.

A criação e a construção de informações, como por exemplo: documentos de arquitetura de sistema ou software, especificações de modelagem, fluxos de chamadas, diagramas de modelagem, especificações de interface, entre outros, que detalham componentes ou estrutura do sistema além da implementação do componente ou sistema em si, incluindo código, metadados, consultas ao banco de dados e interfaces, são produtos cabíveis de análise pelos testadores do sistema. Além de tudo isso, os relatórios de análise de risco, também devem ser analisados pois devem considerar os aspectos funcionais, não-funcionais e estruturais das unidades do sistema e do sistema como um todo.

A atividade de análise é importante pois permite que vários tipos de defeitos sejam identificados na base de testes, como: ambiguidades, omissões, Inconsistências, imprecisões, contradições e declarações supérfluas. É importante identificar os recursos a serem testados, definir e priorizar as condições de teste para cada um destes recursos com base na análise da base e capturar a rastreabilidade bidirecional entre cada elemento da base, além das condições de testes associadas.

A partir da análise dos testes será possível traçar um caminho para o que chamamos de design de testes, ou modelagem de testes, seguindo assim desta forma o fluxo tradicional e disseminado do processo de testes. Lembrando obviamente de que a fase de monitoramento, destrinchado na última postagem sobre as fases do processo de teste, continua desde esta fase de análise até o final do processo podendo voltar criando um ciclo.

 

Por Hugo Almeida

Pesquisador Industrial do ISI-TICs

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