Solução criada pelo ISI-TICs e Pix Force para a Shell Brasil entra em testes de campo

Pensada para monitorar, de modo contínuo, eventuais vazamentos de óleo, uma nova tecnologia desenvolvida em parceria entre o Instituto Senai de Inovação para Tecnologias da Informação e da Comunicação (ISI-TICs) e a startup Pix Force encarou, na última semana, seus primeiros testes de campo. As avaliações ocorreram no parque tecnológico da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ), com o acompanhamento do gerente sênior de Parcerias Tecnológicas da Shell Brasil, Marcelo Mofati. O projeto, iniciado no último mês de novembro, foi um dos vencedores do programa Shell Startup Challenge, edital de financiamento lançado pela empresa no ano passado com o objetivo de buscar no mercado soluções inovadoras para a indústria brasileira de petróleo e gás.

A ideia do projeto é identificar, de modo imediato, qualquer suspeita de vazamento de óleo em alto mar, processar essa informação e enviá-la para que os setores responsáveis possam tomar providências de forma rápida. O teste de campo consistiu em simular um vazamento de uma pequena quantidade de óleo em um tanque de testes utilizado na verificação da integridade de equipamentos da engenharia de petróleo, que estava sendo monitorada por um radar e uma câmera de infravermelho.

Ao detectar a mancha de óleo, através de um algoritmo de visão computacional que utiliza Deep Learning, uma técnica de Inteligência Artificial que possibilita o processo de aprendizagem da máquina, o sistema de detecção enviou a notificação do vazamento para o sistema web de gerenciamento, batizado de Ariane, encarregado de notificar todo o time da Shell relacionado à situação. Várias informações foram fornecidas por meio do sistema, desde imagens até a geolocalização.

Agora, após a coleta de feedbacks, o projeto deverá passar por ajustes, para se tornar ainda mais preciso e intuitivo. A expectativa é que ele seja apresentado aos demais representantes da Shell ainda no mês de outubro. “Até agora, só fizemos testes em ambientes controlados. Agora, iremos fazer algumas melhorias e realizar as provas em cenário real. Para nós, o teste foi bem-sucedido e esses ajustes servirão para deixar o produto mais robusto para a apresentação final”, explicou Bruno Medeiros, pesquisador industrial do ISI-TICs. Além dele, o também pesquisador Rubens Ferreira acompanhou os testes de campo.

O gerente sênior de Parcerias Tecnológicas da Shell Brasil, Marcelo Mofati, também se declarou satisfeito com o andamento do projeto. “O nosso protótipo foi testado com sucesso. O sistema esteve totalmente integrado com Porto Alegre, onde está o servidor da Pix Force, com o Recife e com meu celular. Esse é um grande avanço para a equipe do projeto”, ressaltou.

Deixe uma resposta