Veículos Autônomos: Guias em direção ao futuro

Constituídos por uma variedade de sensores, os veículos autônomos são assim chamados por possuírem um sistema de controle avançado capaz de interpretar as informações coletadas, identificando anomalias no percurso como, por exemplo, a presença de obstáculos.  De modo geral, veículos autônomos são controlados por um computador e se movimentam sem intervenção humana. 

 A autonomia de um veículo varia de acordo com seis níveis (Nível 0 à Nível 5).  No nível mais baixo, Nível 0, o sistema automatizado emite avisos e pode intervir momentaneamente, mas não tem controle constante do veículo.  Por outro lado, no nível mais alto (ou seja, Nível 5) não há necessidade de nenhuma interferência humana.  

No que diz respeito aos desafios tecnológicos, veículos autônomos necessitam de uma “visão de máquina” para que possam fazer o reconhecimento visual de objetos.  Carros automáticos, por exemplo, vêm sendo desenvolvidos com uma espécie de arquitetura de aprendizagem profunda de vários níveis (isto é, deep neural networks), a fim de que o sistema seja o mais dinâmico possível. A rede neural, nesse sentido, é treinada com base em uma extensa quantidade de dados que são extraídos de cenários reais de condução para que ela “aprenda” como executar o melhor curso de ação mediante uma ocorrência.   

A nível de mercado, a Intel investiu cerca de 250 milhões de dólares no setor de seguro auto para carros autônomos. Com esse investimento, as seguradoras estão tendo que se adaptar para a realização da alteração das coberturas de seguro para considerar essa nova realidade.  No entanto, essa mudança não é ainda um tema muito discutido pois há necessidade que haja uma maior consolidação dos fatos para que as alterações nas coberturas de seguro não sejam feitas com base em suposições.   

No Brasil, quatro modelos de carros autônomos já são comercializados, a saber, Audi, BMW, Mercedes-Benz e Volvo. Contudo, a autonomia desses veículos se restringe à aceleração, frenagem e movimentação do volante apenas em algumas ocasiões pré-definidas em decorrência de fatores relativos à realidade das vias de nosso país.  Apesar de tudo, observa-se um incentivo cada vez maior para a adesão desse tipo de veículo pois sua utilização traz, dentre tantos benefícios, a redução do número de acidentes de trânsito.  

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