Introdução ao DevOps

O termo DevOps surge partindo da busca dos gurus de tecnologia da informação por um código com melhor qualidade, menos bugs e sistemas mais estáveis.

Partindo desse objetivo, colaboradores do Flickr tiveram a ideia de aproximar duas equipes que sempre tinham muita dificuldade em colaborar: as equipes de desenvolvimento e a de operação.

Em 2009, dois colaboradores, John Allspawn e Paul Hammond apresentaram no Velocity[1], evento que é voltado para comunidade ágil e suas melhores práticas em desenvolvimento e operações, a palestra “10+ Deploys Per Day: Dev and Ops Cooperation at Flickr[2]“.

A palestra falava dos resultados obtidos com a aproximação e maior colaboração entre a equipe de desenvolvimento e operações.

No mesmo ano Patrick Debois, que havia assistido a apresentação online e já vinha pensando sobre práticas semelhantes, decidiu criar um evento próprio em Ghent na Bélgica chamado Devopsdays, assim surgindo o termo DevOps.[3]

Devopsdays tornou-se o maior evento sobre DevOps do mundo após a popularidade da cultura DevOps ter sido difundida com maior força em 2015.

Existem diversas definições para a cultura DevOps, uma delas, retirada do livro DevOps Handbook[4]:

Imagine um mundo onde donos de produtos, Desenvolvimento, QA, Operações de TI e Infosec trabalham juntos, não apenas para ajudar uns aos outros, mas também para garantir o sucesso da organização como um todo. Trabalhando com um objetivo em comum, eles possibilitam o fluxo rápido do trabalho planejado até a produção (por exemplo, realizando dezenas, centenas ou mesmo milhares de implementações de código por dia), ao passo que obtêm estabilidade, confiabilidade, disponibilidade e segurança de classe mundial.

Nesse mundo, equipes multifuncionais testam rigorosamente suas hipóteses sobre quais recursos empolgarão os usuários e avançarão os objetivos organizacionais. Elas não apenas se preocupam com a implementação de recursos para o usuário, mas também garantem ativamente que seu trabalho flua suave e frequentemente por todo o fluxo de valor, sem causar caios e interrupção nas Operações de TI ou qualquer outro cliente interno ou externo.

Simultaneamente, QA, Operações de TI e Infosec estão sempre trabalhando em maneiras de reduzir o atrito na equipe, criando sistemas de trabalho que permitam aos desenolvedores ser mais produtivos e obter melhores resultados. Acrescentando a expertise de QA, Operações de TI e Infosec nas equipes de entrega e em ferramentas e plataformas self-service automatizadas, as equipes são capazes de usar essa expertise em seus trabalhos diários sem depender de outras equipes.

Isso permite que as organizações criem um sistema de trabalho seguro, em que equipes pequenas são capazes de desenvolver, testar e entregar código e valor de forma mais rápida e independente, com segurança e confiabilidade para os clientes. Isso possibilita que as organizações maximizem a produtividade do desenvolvedor, permitam o aprendizado organizacional, criem alta satisfação dos funcionários e vençam no mercado.

 

O foco da cultura DevOps é entrega de valor e para tanto, pode exigir mudanças culturais, organizacionais e de ferramentas (adaptação) para atingir o objetivo.

 

Por Fábio Correia
Engenheiro de Software – DevOps
https://www.linkedin.com/in/fabioqcorreia/

 

  1.  “Velocity 2009 – O’Reilly Conferences, June 22 – 24, 2009 – San Jose, CA”conferences.oreilly.com. Retrieved 2019-05-14.
  2. Ir para cima “10+ Deploys Per Day: Dev and Ops Cooperation at Flickr”pt.slideshare.net (in português). Retrieved 2019-05-14.
  3. Ir para cima “The Origins of DevOps: What’s in a Name? – DevOps.com”DevOps.com (in English). 2018-01-25. Retrieved 2019-05-14.
  4. Ir para cima Kim, Gene; Willis, John (Writer on information technology); Humble, Jez; Allspaw, John. The DevOps handbook : how to create world-class agility, reliability, & security in technology organizations (First edition ed.). Portland, OR. ISBN 9781942788003OCLC 907166314.

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