Blockchain – aplicações na cyber segurança, parte 1

Questões de segurança cibernética estão se tornando uma luta diária para as empresas. As tendências mostram um grande aumento de invasões e violações de dados no local de trabalho, como dispositivos móveis e IoT. Desde 1º de janeiro de 2016, mais de 4.000 ataques cibernéticos foram lançados todos os dias. A natureza crescente desses ataques se torna clara quando se considera que esse foi um aumento de 300% em relação a 2015, quando cerca de 1.000 ataques foram desencadeados diariamente. Em 2016, o Uber foi hackeado, expondo os registros de mais de 57 milhões de pilotos e pilotos, enquanto uma intrusão no mesmo ano levou a mais de 412 milhões de contas do Friend Finder sendo comprometidas.

Praticamente nenhuma indústria é segura e os hackers estão constantemente buscando técnicas para corromper os sistemas. Por exemplo, ataques em sistemas criptografados aumentaram em 8.500% em 2017. Embora não existam métodos infalíveis para bloquear hackers, há medidas que podem ser tomadas para reduzir as chances de nossos dispositivos e informações caírem em mãos erradas. Considerar como o blockchain pode ajudar a fortalecer a indústria de segurança cibernética é um dos passos mais básicos para isolar dados dos hackers sempre espertos, que não hesitarão em nada para obter e alavancar nossos dados mais confidenciais contra nós.

Nessa sequência de publicações iremos listar e explanar áreas onde blockchain tem potencial para sanar, ou ao menos amenizar, os problemas com segurança.

 

1- Verificando a validade de downloads / atualizações de software


Vírus, worms e Cavalos de Tróia que são instalados nos computadores computadores podem ter muitas formas diferentes e, muitas vezes, são difíceis de detectar. Em 2016, cerca de 127 milhões de novas formas de malware foram criadas, por causa dessa diversidade gigantesca de vírus que podem estar atacando o computador, pessoas sem conhecimento específico podem cair facilmente nas mãos dos hackers. Na verdade, muitas vezes os programas maliciosos vêm na forma de um download de software ou “atualização” de aplicativo falso.

 

O problema parece ainda mais assustador quando se considera que o Instituto AV-TEST registra mais de 350.000 novos programas maliciosos, também conhecidos como malware, diariamente. Mesmo os Macs, que antes eram considerados impermeáveis ​​aos vírus, agora são alvo de mais de 49.000 novas formas de malware criadas apenas em 2018.

Esses fraudadores escondem seus softwares e aplicativos invasivos disfarçando-os de aplicativos aparentemente legítimos e, conseguindo assim, roubar informações pessoais dos usuários.

 

O blockchain tem o potencial de atribuir hashes exclusivos a downloads e atualizações. Isso permite que os usuários comparem o hash em seu possível download com o hash do desenvolvedor para reduzir significativamente as chances de infectar seus sistemas com malware fraudulento e bem disfarçado.

 

2 –  Atenuando ataques distribuído de negação de serviço (também conhecidos como DDoS, um acrônimo em inglês para Distributed Denial of Service)

 

Esse tipo de ataque ocorre quando uma rede é inundada intencionalmente com quantidades insustentáveis ​​de tráfego ou informações específicas que acionam uma falha. Não se trata de uma invasão do sistema, mas sim da sua invalidação por sobrecarga. Os alvos tipicamente incluem organizações de alto relevância (por exemplo, sites de organizações públicas, bancos, etc.), e os atacantes geralmente desencadeiam tais ataques simplesmente para reivindicar crédito pelo caos.

 

Várias novas formas de software DDoS estão causando ainda mais dores de cabeça. Isso inclui o malware Hide and Seek, que é capaz de se sustentar mesmo depois de um sistema ter sido reinicializado, o que significa que o sistema sobrecarrega e trava, de novo e de novo. Esses ataques não são apenas mais sofisticados, mas mais frequentes, com ataques DDoS ocorrendo mais de 2,5 vezes mais nos últimos três anos. A Internet das Coisas tornou os ataques DDoS ainda mais eficazes, pois podem afetar vários sistemas conectados. A IoT é a principal razão pela qual os ataques de DDoS aumentaram 91% em 2017.

 

Várias startups de blockchain afirmaram que podem proteger contra ataques DDoS, permitindo que os usuários participem de redes distribuídas que servem para aumentar a segurança da rede que está sendo atacada. Isso também inclui o potencial para que os usuários de uma rede aluguem sua largura de banda extra para suportar redes que estão sobrecarregadas com tráfego, pelo menos, oferecendo uma chance de que os hackers sejam impedidos de causar uma falha.

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