IoT na indústria automobilística

fonte da imagem: (INFORWARE)

A indústria automobilística tem passado por grandes mudanças, seja nos processos de fabricação ou até mesmo em modelo de negócios. A produção de carros elétricos é um exemplo disso: em 2018 houve um crescimento de 139% nas vendas de carros elétricos em relação a 2017 (CLEANTECHNICA, 2018). O cenário atual se mostra favorável para indústrias conectadas e carros conectados.

Observando estas transformações, em abril deste ano o grupo BMW e a Microsoft lançaram uma iniciativa para criação de uma plataforma chamada Open Manufacturing Platform (OMP) (NEW.MICROSOFT.COM). Esta iniciativa busca desenvolver um framework aberto de desenvolvimento de soluções para “fábricas inteligentes” a fim de acelerar o desenvolvimento e a inovação usando dispositivos conectados, como robôs e sensores como fonte de informação. A OMP será compatível com a arquitetura de referência existente na Indústria 4.0 por meio do padrão de interoperabilidade OPC UA (OPCFOUNDATION).  Para isso, em um primeiro momento serão utilizadas como piloto em torno de 3.000 máquinas, robôs e sistemas de transporte autônomos da BMW, conectados a plataforma de IIoT (Industrial Internet of Things) da Microsoft Azure (AZURE).

Esta iniciativa da Microsoft não é isolada. Em março, a Volkswagen anunciou uma parceria com a Amazon Web Services para conectar as 122 fábricas da empresa alemã usando os serviços da nuvem da Amazon. Neste caso, esta parceria busca conectar e controlar todos os dispositivos de produção e logística de maneira global.

Além disso, a Oracle (ORACLE) e a IBM (IBM.COM) também já  possuem iniciativas neste setor. Em todos os casos mencionados, o termo Indústria 4.0 ganha força e a Internet das Coisas (IoT) cumpre papel importante.

Sendo assim, o uso de IoT na indústria automotiva só tende a ser mais intenso. Atualmente algumas aplicações em carros merecem ser citadas como casos cada vez mais comuns (NETSCRIBES.COM):

  • In-vehicle infotainment: consiste no uso de aplicativos embarcados em veículos, provendo serviços tais como navegação e entretenimento. Iniciativas desta natureza já estão presentes em empresas de software como a Google (ANDROID.COM) e a Apple (APPLE.COM);
  • Manutenção preditiva: medição de variáveis de performance e previsão de benchmarks usando sensores de componentes operacionais de um automóvel. Este tipo de informação pode ajudar os proprietários com avisos e alertas de manutenção antes que ocorram problemas mais graves;
  • Segurança: por meio de sensores de proximidade, ajudando a lidar com pontos cegos ou monitoramento de tráfego, por exemplo. Outra aplicação é por meio de redes mesh de veículos conectados para prever e evitar colisões;
  • Data analytics: com a descentralização cada vez maior de dispositivos conectados proporcionados pela IoT, é possível analisar dados para melhorar a qualidade dos carros fabricados;
  • Monitoramento em tempo real: possibilita o compartilhamento de dados em tempo real desde carros até indústrias, colaborando para a melhoria na manutenção e nos processos de manufatura;

Percebe-se então o interesse cada vez maior da indústria automobilística pelo uso de software integrado com dispositivos IoT, seja em processos de fabricação, seja em produtos finais. A consolidação de parcerias entre gigantes da indústria de software e a automobilística é uma realidade que abre diversas possibilidades de pesquisa e desenvolvimento. A modernização dos processos produtivos, aliada ao aumento da produtividade, ao monitoramento do ciclo de vida dos produtos e da produção, e a melhorias da experiência dos clientes são apenas alguns dos impactos reais trazidos pela IoT neste setor.

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