Blockchain está remodelando o comércio de energia renovável em Cingapura

Cingapura, uma cidade do sudeste asiático está adotando blockchain na reformulação de sua indústria de energia. Em Cingapura, as empresas podem comprar e vender os chamados certificados de energia renovável (RECs), que representam uma unidade de produção de energia verde proveniente de energia eólica ou solar. A ideia é que as empresas que buscam compensar sua produção de energia não-verde possam comprar RECs de uma empresa que produz excesso de energia verde.

O provedor de serviços públicos SP Group  lançou uma nova plataforma onde as empresas agora podem se engajar em seu comércio de REC, sistema esse, construído com blockchain.

Segundo a SP Group, a plataforma permitirá uma melhor transparência e menores custos no comércio de energia porque reduz a necessidade de uma entidade centralizada para verificar as transações. Eventualmente, isso poderia até facilitar o comércio transfronteiriço de créditos de energia, disse a empresa de serviços públicos.

Os altos custos na verificação de certificados, bem como as dificuldades no rastreamento de RECs levaram a volumes de negociação relativamente baixos em Cingapura e, mesmo assim, a maioria das transações ocorre diretamente entre um originador e o comprador – não em um mercado.

Adicionando blockchain à equação pode mudar isso: O sistema distribuído de livro-razão efetivamente elimina a necessidade de processos de verificação em uma entidade centralizada, reduzindo custos e permitindo que pequenos consumidores de energia e produtores participem.  Além de fornecer transparência e rastreabilidade de cada transação de REC, promovendo um maior nível de integração da produção de energia renovável e verde na rede elétrica existente.

A plataforma de negociação projetada permite que qualquer pessoa registrada na rede compre RECs. As RECs não significam que os compradores compraram energia renovável, mas o pagamento feito é dado ao vendedor (produtor de energia renovável) para pagar pela quantidade de energia inserida no certificado.

A energia elétrica é produzida em nome do comprador, permitindo que as organizações realizem uma etapa de energia verde, sem realmente comprar a energia ou comprar a infraestrutura de geração. O mercado combina automaticamente os vendedores e compradores, ajudando as empresas a atingir seus objetivos de sustentabilidade.

O mercado de blockchain foi revelado ao público durante a sessão de abertura do ASEAN Energy Business Forum. Na ocasião, Samuel Tan, o diretor digital da  SP Group disse:

“Através da tecnologia blockchain, permitimos que as empresas negociem certificados de energia renovável de forma conveniente, transparente e segura, ajudando-as a alcançar operações de negócios mais ecológicas e atingir suas metas de sustentabilidade”

A plataforma já está ativa e já está sendo negociada. Duas empresas de produção de energia solar, LYS Energy Solutions, Cleantech Solar Asia e Katoen Natie Singapore já estão na plataforma como vendedores.

A City Developments Limited, a maior empresa imobiliária de Cingapura e um banco, o DBS já se registraram como os primeiros compradores. Essas empresas já demonstraram interesse em energia verde e adquiriram várias RECs.

Com Cingapura e outros países endurecendo os limites de emissões de carbono (o país do sul da Ásia é signatário do acordo de Paris COP-212 sobre a diminuição das emissões de carbono), os mercados de energia renovável estão se tornando uma necessidade e blockchain está se tornando um ator nesse meio.

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