Blockchain na Internet das coisas (IoT)

Qualquer objeto material pode ser considerado uma “coisa”. O termo Internet das coisas (IoT) é empregado quando esses objetos têm uma conexão com a rede internet que os permitem coletar e transmitir dados, ao estarem conectados à uma rede de computadores, o objeto, como um carro, se torna mais do que apenas um objeto. Com isso, a iteração deixa de ser apenas pessoas-pessoas e começa a se ter pessoas-coisas e coisas-coisas. A Gartner diz que até 2020 haverá mais de 26 bilhões de dispositivos conectados.

Como a IoT pode afetar o seu cotidiano? Sua impressora pode solicitar cartuchos automaticamente, para a fabricante, quando o nível estiver baixo. Seu despertador te acordará na hora exata para que chegue ao trabalho, considerando as condições climáticas e o trânsito, enquanto isso, sua cafeteira produzirá um expresso para que você aguente o dia a sua frente. Estes são apenas alguns exemplos. Em uma escala maior, as cidades e os governos podem usar IoT para desenvolver ambientes mais limpos, uso de energia mais eficiente as chamadas cidades inteligentes (smart cities), para melhorar a maneira como vivemos.

OK, mas onde blockchain pode estar inserido nesse contexto?

Os objetos/dispositivos de IoT geram, processam, e trocam grandes quantidades de dados que deveriam ser securitizados, bem como informações sensíveis à privacidade e, portanto, são alvos de ataques cibernéticos. Muitos novos dispositivos de rede, que constituem a IoT, são de pequeno porte e de baixo consumo de energia. Nesses dispositivos a maior parte do consumo de energia é dedicada à realização da sua funcionalidade principal, fazendo com que a tarefa de suporte à segurança seja desafiadora. Métodos tradicionais de segurança tendem a ser custosos para IoT, em termos de consumo de energia e sobrecarga de processamento. Além disso, muitos dos sistemas de segurança são altamente centralizadas e, portanto, inadequados para a arquitetura descentralizada encontrada em IoT, devido à dificuldade de escalabilidade.

Consequentemente, a IoT exige um sistema de segurança e privacidade que seja leve, escalável, e distribuído. Blockchain tem o potencial para atender aos desafios impostos por IoT justamente por causa de sua distribuição, segurança e privacidade natureza.

Então, há o problema de como organizar e analisar essa enorme quantidade de dados provenientes desses dispositivos relacionados. Blockchain garante que as informações sejam aceitas e liberadas apenas para partes confiáveis. O livro-razão de lockchain concede às partes uma plataforma de gerenciamento para analisar a grande quantidade de dados.

Exemplos de aplicabilidade de Blockchain na Internet das Coisas (IoT)

Aparelhos inteligentes

Um dispositivo inteligente é um dispositivo que se conecta à internet e fornece mais informações e controle do que antes. Por exemplo, um código conectado ao seu dispositivo pode ser vinculado à Internet e alertá-lo quando os cookies estiverem prontos ou se a lavadora terminou o processo de lavagem. Estes alertas mantêm os seus aparelhos em bom estado, poupando-lhe dinheiro. Eficiência energética e ajuda você a controlar seus dispositivos quando estiver longe de casa, entre outros benefícios. A criptografia desses dispositivos, em blockchain, garante que apenas o proprietário dos dispositivos tenham permissão à transferência de informações.

Sensores de Cadeia de Suprimento

Os sensores proporcionam às empresas visibilidade de ponta a ponta de sua cadeia de suprimentos, fornecendo dados sobre a localização e a condição dos suprimentos à medida que são transportados para todo o mundo. A partir de 2016, o relatório da Deloitte e do MHI entrevistou 99 empresas líderes da cadeia de suprimentos e constatou que 44% desses entrevistados foram utilizados. Oitenta e sete por cento dessas indústrias disseram que planejam usar a tecnologia até 2020. A tecnologia deve crescer para 1 trilhão até 2022 e para 10 trilhões de sensores até 2030, de acordo com a mesma Deloitte e relatório da MHI. Blockchain tem a capacidaede de armazenar, gerenciar, transferir e, o mais importante, proteger essas informações contra ataques e fraudes. Sendo um auxiliar na vertente de segurança dos dados que, atualmente, está sendo um motivo de grande preocupação para as empresas.

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