Frameworks para a IoT: evitando diferentes gambiarras

Foto: Advantech

A Internet das Coisas (IoT) está transformando como indivíduos e organizações se conectam com clientes, fornecedores, parceiros e outros indivíduos. A IoT trata de conectar sensores, atuadores e dispositivos a uma rede e permitir a coleta, troca e análise de informações geradas. Diferentes plataformas para o desenvolvimento de inovações envolvendo IoT têm sido propostas nos últimos anos, como a placa Raspberry Pi e outras diversas baseadas na plataforma aberta Arduino. Além das plataformas de hardware, padrões de rede para redes de baixa potência, como LoRaWAN ou NB-IOT, criam novas oportunidades para conexão de dispositivos unindo baixo consumo de energia e longo alcance. Em relação ao software para troca de mensagens dos dispositivos IoT, novos padrões estão sendo desenvolvidos especificamente para casos de uso de diferentes tipos de objetos conectados, como MQTTOMA Lightweight M2M, ou W3C e oneM2M para interoperabilidade de serviços.

O desafio agora, diante de um grande número de ferramentas diferentes (tanto de hardware, quanto software) é o estabelecimento de padrões para o desenvolvimento de uma solução em IoT, contendo segurança, baixo consumo de energia nos dispositivos embarcados e suporte a múltiplos protocolos de comunicação. De maneira rápida e prática, um dispositivo para a IoT pode ser desenvolvido utilizando uma das plataformas de hardware citadas anteriormente e a maior parte do desafio pode ficar por parte dos frameworks para integração das trocas de mensagens. Assim, surgem esforços para a criação de uma plataforma que implementa todas essas diferentes necessidades nas diferentes coisas conectadas.

Para evitar diferentes gambiarras, termo que pode ser entendido como improviso ou o próprio ato de constituir uma solução improvisada, surgem diferentes projetos que propõe o desenvolvimento de soluções em IoT com fácil acesso aos recursos de integração dos dispositivos, capacidade de armazenamento de grandes volumes de dados em diferentes formatos e permitindo rápida prototipação e validação de cenários de aplicações IoT. Assim, dois exemplos de projetos brasileiros que propõe um framework de integração de soluções em IoT são o KNoT, do C.E.S.A.R, e o Dojot, conduzido pelo CPqD. Além de propósitos parecidos, ambas as plataformas são de código aberto. As plataformas aqui citadas podem integrar os dispositivos da camada de sensoriamento aos serviços de nuvem com maior facilidade, além de prover as principais características desejadas em solução de IoT.

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