Inteligência Artificial contra ataques online

Foto: Big Data Blog

Ao passo que grandes indústrias se tornam cada vez mais digitalizadas e dependentes de tecnologia, cresce o número de ataques cibernéticos. As infinitas possibilidades propostas na internet das coisascrescimento do número de dados trafegados em rede e o alto nível de conectividade de empresas e do próprio governo, podem aumentar a vulnerabilidade para ataques caso não exista uma política de segurança eficiênte. Segundo dados de uma pesquisa feita pelo Kaspersky Lab, de 962 indústrias pesquisadas, 28% sofreram ataques nos últimos 12 meses.

Na primeira metade de 2017 foram reportados mais de 2 bilhões de dados roubados no mundo todo através de ataques. Comparando os dados do primeiro semestre de 2016 com o de 2017, foi registrado um aumento de 164% em incidentes desse tipo. Além de indústrias e grandes empresas, o governo sempre é alvo de ataques desse tipo. Um ransomware, um malware que provoca uma espécie de sequestro de dados virtual, chamado Wanna Decryptor atingiu 200 mil computadores de 150 países em 2017 criptografando dados e exigindo pagamento de 300 a 600 dólares para descriptografia dos dados sequestrados. Estimativas apontam que mais de 150 mil dólares foram pagos a hackers para que arquivos fossem devolvidos.

Aprendizagem de máquina pode lidar com monitoramento de ataques cibernéticos. Através de bons exemplos, é possível detectar anomalias, ataques e, principalmente, conseguir distinguir ações maliciosas de operações normais do cotidiano. Assim, através de inteligência artificial, é possível processar diversas características que podem identificar um comportamento esperado ou não de um software. Além de detectar ataques já conhecidos, é possível prever novos ataques. A maioria das estratégias de segurança tentam prevenir de ataques conhecidos e não são capazes de prever novas estratégias de invasão.

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