A transformação digital na indústria a partir da comunicação M2M

Automação industrial é definida como a aplicação de técnicas, softwares e equipamentos específicos em uma determinada máquina ou processo industrial, com o objetivo de aumentar a sua eficiência e maximizar a produção com o menor consumo de energia e/ matérias primas. A partir de robôs industriais na linha de produção variadas áreas puderam ser automatizadas: indústria automobilística, química e mineração.

A partir que a automação industrial visa, principalmente, a produtividade, qualidade e segurança dos processos, o setor de robótica, controle digital distribuído e controladores programáveis tornam-se as soluções mais utilizadas. Com relação a comunicação entre as máquinas, machine-to-machine (M2M), soluções industriais começaram a ser propostas a partir do final dos anos 60 com o identificador de chamadas a partir do telefone, o caller ID, sugerindo assim a rede telefônica como meio de comunicação entre maquinas.

Apesar da sugestão inicial das máquinas se comunicarem a partir da linha telefônica, a comunicação M2M e controle de processos nas indústrias ainda não seriam definidas de maneira próxima as soluções atuais. Assim, no final da década de 60, surge o Controlador Lógico Programável (CLP) ou do inglês PLC (Programmable Logic Controller), adicionando a indústria um equipamento projetado para comandar e monitorar máquinas e processos industriais. De uma maneira mais simples, a comunicação entre máquinas poderia ser estabelecida a partir da comunicação entre CLPs e definição de um protocolo de comunicação

O maior impacto na indústria foi a partir dos anos 70 com o surgimento do protocolo TCP (Transmission Control Protocol) e protocolo IP (Internet Protocol). O Padrão Ethernet define o meio físico de conexão do cabeamento, o controle de acesso do dado na rede e o quadro (frame) de informação, baseado em padrões do IEEE. Para aplicações na indústria, foi necessário um desenho da rede que pudessem atender requisitos específicos como: Suporte a altas temperaturas, suporte a vibração, alta imunidade a ruídos (EMI) e uso de protocolos industriais.

A última grande contribuição do Século XX para as tecnologias de comunicação M2M foi o surgimento da tecnologia GSM na década de 90. A partir de dispositivos móveis com capacidade de comunicação celular, aplicações envolvendo monitoramento remoto e rastreamento via triangulação de sinal tornaram-se possíveis. Apesar da tradicional comunicação M2M industrial e a Internet das Coisas possuírem pilares comuns, como a interconexão de diversos dispositivos compostos por sensores e atuadores objetivando a troca de informações industriais, as duas abordagens possuem diferenças. Estas serão assuntos para os próximos posts.

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