Os quatro ambientes prioritários de IoT no Brasil: cidades inteligentes, saúde, agronegócio e indústrias

Foto: Navita

Como um dos objetivos do plano estratégico para ação da Internet das Coisas (IoT) no Brasil, o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) apontou quatro setores como os ambientes (nichos tecnológicos) estratégicos para o desenvolvimento de IoT no Brasil: o agronegócio, a saúde, as cidades inteligentes e a indústria.

Os fatores para a escolha destes setores foi baseada na visão do que se almeja com IoT. A partir das iniciativas do plano de ação brasileiro, como workshops e entrevistas com gestores de empresas, foi possível medir o potencial do impacto das inovações nas respectivas áreas. Outro fator fundamental, citado pela engenheira Maria Luiza Carneiro da Cunha, do Departamento de Tecnologia da Informação e Comunicação do BNDES e uma das coordenadoras do estudo, é a presença de empresas já consolidadas no Brasil nestas quatro áreas.

Mais de 85% população brasileira vive em áreas urbanas, tornando assim o setor de cidades inteligentes uma promessa de melhoria na qualidade de vida e problemas urbanos, como poluição e uso de recursos (como consumo de água e energia). Outro setor que pode diretamente alterar a qualidade de vida da população é a melhoria da saúde pública. Assim, através da ampliação do acesso à saúde de qualidade por meio de uma visão integrada dos pacientes, descentralização e da melhoria de eficiência das unidades de saúde, a Internet das Coisas pode ser justificada como uma ferramenta de prevenção de doenças e eficiência de gestão.

Ao mesmo tempo em que empresas, entidades governamentais e agências discutem estratégias para estimular e organizar a disseminação da manufatura avançada no Brasil, países desenvolvidos como Estados Unidos, Japão e França avançam em suas indústrias devido a alta demanda por modernização.  Esta tendência, composta pela adoção de manufatura avançada e inteligente é conhecida como Indústria 4.0.

A Indústria 4.0  é a combinação de tecnologias como sistemas capazes de monitorar, por meio de dispositivos eletrônicos embarcados (compostos por sensores) e software (análise de big data), um conjunto de equipamentos e máquinas do processo de manufatura. Desta maneira, torna-se possível a comunicação entre os equipamentos e posterior análise a partir das informações coletadas. O impacto direto esperado é  a produção de itens mais complexos e aumento da produtividade da indústria nacional.

Confira o “Brasil da Internet das Coisas”, estudo que mostra ambientes conectados com potencial para aumentar a produtividade da economia e impulsionar empresas inovadoras.

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